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quarta-feira, julho 29, 2009

Mutualidade de poupança e crédito, FAMI-Picos, com fundo de 30 milhões de escudos

A federação das Associações que operam no domínio das mutualidades de poupança e crédito, FAMI-Picos, conta neste momento com uma carteira de crédito que ascende os 30 milhões de escudos.

Esta informação foi avançada pelo presidente da organização, Carlos Manuel Vaz.

A FAMI-Picos, criada em 2003 a partir de três associações constituídas por mulheres chefes de família, conta neste momento com mais de dois mil sócios, tendo concedido até este momento quase dois mil créditos.

Desse bolo 65 por cento foram destinados às mulheres chefes de família para a criação de actividades geradora de rendimento nos diversos sectores.

Esta organização de mutualidade e poupança constitui alternativa para as pessoas de baixa renda e que não têm acesso ao crédito bancário. O valor máximo de crédito a conceder é de quinhentos mil escudos (500.000$00), salvo casos em que a quadruplicação do valor da poupança exceda este valor, podendo até chegar aos mil contos.

O juro é de 3 por cento e, de acordo com o presidente, 93 por cento do crédito concedido é reembolsado.

Carlos Vaz sublinhou entretanto, que a missão da FAMI-Picos é consolidar a mutualidade, facilitando o desenvolvimento sócio-económico sustentado da ilha de Santiago e ajudar no combate à pobreza através da prestação de serviços de micro-finanças.

Conforme referiu, anteriormente a FAMI-Picos funcionava com um sistema fechado, concedendo crédito apenas para os sócios dos concelhos de Santa Catarina e São Salvador do Mundo.

Com o passar do tempo a organização estendeu-se para outros concelhos e a intenção, de acordo com Carlos Vaz, é alargar para todos os concelhos da ilha de Santiago e conseguir uma projecção nacional.

"Primeiro queremos consolidar a ilha de Santiago, ganhar o nosso espaço e depois podemos até vir a prestar os nossos serviços noutras ilhas”, adiantou.

A Federação assinou no mês de Abril deste ano um contrato-programa com a Unidade de Coordenação do Programa Nacional de Luta contra Pobreza no valor de seis mil contos e tem beneficiado do apoio concedido pela Fundação para o Desenvolvimento de África (ADF).

A FAMI-Picos de acordo com o seu presidente tem também servido de intermediário para outras pessoas obterem crédito junto dos bancos comerciais.

Neste particular, aquele responsável referiu a um projecto no quadro da bacia hidrográfica dos Picos em que os agricultores e criadores de gado, mesmo não sendo sócios da associação, tiverem acesso ao crédito junto da Caixa Económica a um juro de 5 por cento, tendo também em carteira um projecto semelhante para a área protegida da Serra Malagueta.

Fonte: Inforpress